segunda-feira, 11 de setembro de 2017

INTRARAIL: Dois dias em Braga, 1º Dia


Alo!

Como já devem ter reparado a segunda paragem do intrarail foi Braga! E quais são os melhores dias do ano para visitar esta pituresca cidade? Sem dúvida o primeiro fim-de-semana de Setembro, no decorrer do Festival da Noite Branca de Braga. Como tal, decidimos parar em Braga, pelo menos em dois destes dias: 2 e 3 de Setembro. 


INTRARAIL: Dia 2


Chegámos a Braga pelas 13:56 e, tal como em Viana do Castelo, primeiro deixámos as malas na pousada da Juventude e só depois partimos à descoberta.

Mas, antes demais, devo desde já informar-vos que a estação de comboios é na periferia da cidade, enquanto que a pousada é bastante central, em frente à Faculdade de Teologia da Universidade Católica, esta é situada na Rua de Sta Margarida que termina numa das principais avenidas de Braga, a Avenida Central. Esta é facilmente identificável pelos seus Jardins - o Jardim da Senhora A Branca e o Jardim da Avenida Central -, e durante a época festiva, encontrava-se atulada de gente e ornamentada com adereços de cor branca, tal como todo o centro histórico da cidade. Um aspeto curioso é que até mesmo as lojas aderem à tradição, sendo as suas montras são montadas com peças exclusivamente, ou pelo menos em grande parte, de cor branca!




Como a estação de comboios de Braga é na periferia, a caminhada da estação à pousada foi mais demorada do que tinhamos experienciado em Viana do Castelo, cerca de 30 minutos. Passado o Arco da Porta Nova, fomos entretidas a tirar fotos pela baixa de Braga, uma vez que, como já referi, é uma cidade pituresca e no centro o edificado é semelhante ao de outras cidades Nortenhas, como Viana do Castelo, contudo as ruas são mais fechadas e menos luminosas e, em especial, enquanto passeávamos nas ruas - a Rua Dom Diogo de Sousa e a Rua do Souto - que desembocam na Avenida Central, pareceu-me estar numa cidade quase que medieval. Os jardins também são uma constante no centro de Braga, preenchendo as praças de vida e amortizando a densidade e imponência transmitidas ao longo das estreitas ruas ladeadas casas.


Bem, após deixarmos as mochilas na pousada da Juventude, passámos pelo posto de informações  e turismo localizado na Avenida Central e, de seguida, apanhámos o autocarro 02 na Avenida da Liberdade, que é local onde podem apanhar todos os autocarros para pontos turísticos importantes localizados fora do centro histórico da cidade. Assim, rumámos ao Santuário do Bom Jesus!




O Santuário é lindíssimo, uma das atrações turísticas mais bonitas que visitei de Portugal e um candidato a Património Mundial da Humanidade 2017! Este é caracterizado pelos seus 500 e tal degraus e a mãe-natureza envolvente que acompanham o percurso da Via Sacra até ao cimo, onde se encontra estacionária a vistosa Igreja do Bom Jesus. No topo, vislumbrasse uma paisagem belíssima e vasta sobre a cidade de Braga.







Estávamos de volta à cidade já o Sol se pusera e o ambiente nas ruas gritava festa por todos os lados, com as pessoas todas vestidas a rigor - de branco - e, apesar de saber que a adesão à tradição da indumentária clara era grande, não pude deixar de ficar surpreendida especialmente pela adesão de todas as faixas etárias sem exceção.


Jantámos e partimos para a festarola! Já no centro de Braga, na Praça do Município, ouvimos uma parte do concerto de Seu Jorge, mas a confusão era tanta que mal viamos o palco. Sim pessoal, é IMENSA gente: as Noites Brancas de Braga podem mesmo ser comparadas com as festas de São João, no Porto, e os Santos Populares, em Lisboa. Aparte isso, depois fomos ouvir música na Rua do Castelo, onde ficámos até mais tarde a abanar o bumbum.


A visita a Braga não termina por aqui, por isso continuem sintonizados se quiserem ver e saber mais sobre esta pituresca cidade


xoxo,
Lua